O número de mortes nas estradas em Portugal baixou 7,6% entre 2001 e 2012, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Conselho Europeu da Segurança nos Transportes (CEST).

A Espanha - com uma redução média anual de 12% entre 2001 e 2012 - é o país com a melhor prestação, seguindo-se a Lituânia (11%), França, Estónia, Suíça, Suécia, Holanda, Dinamarca, Reino Unido, Hungria, Chipre, Alemanha e Portugal, todos com reduções anuais acima dos 7,4% (média europeia).

Segundo o relatório do CEST, a condução sob o efeito do álcool e o excesso de velocidade continuam a ser a principal causa das mortes nas estradas europeias.

O relatório estima que 5.600 mortes anuais - metade do total de 12.345 vítimas mortais de ocupantes de automóveis na União Europeia em 2012 - poderiam ser prevenidas só com a abstinência de álcool pelos condutores e outras 1.300 com a redução em apenas 1km/h da velocidade média nas estradas.

Em relação à segurança dos viajantes, o CEST destaca a subida da taxa de utilização do cinto de segurança nos bancos da frente também nos assentos traseiros.

A França, Alemanha e Suécia têm as maiores taxas de utilização do cinto nos lugares da frente (98%), seguindo-se a Estónia e a República Checa (97%), estando Portugal nos 96%, em 2012, dez pontos acima da percentagem de 2005, uma das maiores subidas do indicador.

A Itália apresenta a pior prestação, com 70% de utilização de cinto pelos condutores e abaixo dos 74% registados em 2005.

No que respeita aos assentos traseiros, as taxas de utilização variam entre os 98% na Alemanha e os 21% na Grécia (dados de 2009, neste caso), com Portugal na casa dos 70%.

O excesso de velocidade é outra das causas de mortes na estrada, destacando o relatório que o aumento do risco de acidente quando se circula a 75 km/h numa estrada em que o limite é 50, a 135 km/h numa estrada em que o limite é 90 km/h ou a 180 km/h quando o limite são 120km/h é equivalente ao de quando se conduz com uma taxa de 0,5 gramas de álcool no sangue.