A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde arquivou o processo instaurado à forma como a Direção-Geral da Saúde aplicou o plano para temperaturas extremas em 2013, quando o calor terá provocado mais 1.684 óbitos do que o esperado.

O processo foi instaurado no seguimento de uma queixa de médicos contra a forma como a Direção-Geral da Saúde (DGS) aplicou o plano num ano em que o número de mortos devido ao calor no verão aumentou 30% face ao ano anterior.

Quando estes números foram revelados, no ano passado, um grupo de médicos apresentou uma queixa na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a DGS.

Fonte da PGR confirmou à Lusa que deu entrada neste organismo uma exposição sobre esta temática, que foi «objeto de análise e remetida à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS)».

A IGAS abriu um processo de averiguações, entretanto arquivado, disse à Lusa fonte deste organismo do Ministério da Saúde.

Fonte da DGS adiantou que esta direção-geral já foi notificada da decisão, tendo referido que a mesma foi acompanhada de uma recomendação no sentido das medidas do plano serem melhor comunicadas, nomeadamente junto da população mais idosa, que é também uma das mais afetadas pelos efeitos adversos das altas temperaturas.