O presidente Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, reagiu este domingo «com amargura» à «morte de um amigo querido», que considera ser um escritor maior da língua portuguesa.

Primeiro-ministro lamenta morte de Vasco Graça Moura

«Não é o facto de ser esperado que torna o seu desaparecimento mais aceitável. A morte é sempre parte irredutível e que dói. Por isso, reajo com amargura», disse à Lusa.

Afirmando que tinham uma «amizade de tantas décadas», José Manuel Mendes disse que Vasco Graça Moura era um «poeta singularíssimo, um ensaísta de referência, um romancista que irá ser redescoberto sucessivamente e um tradutor que proporcionou versões de uma qualidade incomparável de alguns dos nomes maiores da cultura clássica».



Também o poeta Nuno Júdice lamentou a morte de Vasco Graça Moura, que classificou como «uma enorme perda» para a cultura portuguesa, sublinhando que o autor deixa «uma obra considerável».

«É uma notícia muito triste, sabia que ele estava numa situação muito grave e que tinha voltado a ser internado, mas a morte de uma pessoa como o Vasco Graça Moura é uma enorme perda», disse à Lusa o poeta, que, em janeiro, organizou uma homenagem ao autor de «Quatro últimas canções», na Fundação Calouste Gulbenkian.

Nuno Júdice referiu-se a Graça Moura primeiro como amigo e companheiro de «muitas situações literárias, de há muito tempo¿ e, depois, como ¿uma pessoa com uma enorme energia».

«Penso que aquilo que o fez sobreviver durante tanto tempo foi ter-se dedicado inteiramente ao seu trabalho no Centro Cultural de Belém e também à escrita dos seus textos», declarou o diretor da Colóquio Letras, da Fundação Gulbenkian.

O escritor e tradutor Vasco Graça Moura, de 72 anos,morreu ao fim da manhã deste domingo em Lisboa, disse à agência Lusa fonte do Centro Cultural de Belém (CCB).