A artista plástica Tereza Arriaga morreu na segunda-feira, no Alto do Lagoal, em Oeiras, aos 98 anos, revelou hoje o Museu do Chiado.

Tereza Arriaga formou-se em pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo concluído os estudos com uma pintura a óleo, intitulada «Vidreiros», baseada na experiência vivida na Marinha Grande, onde deu aulas na década de 1940.

A artista plástica «afirmou-se como excelente desenhadora e pintora, na década de 1940, em torno do movimento neorrealista» e, a partir da década 1970, assinou «obras de atmosferas neo-impressionista e uma notável série de aguarelas finais», descreveu o Museu do Chiado, em nota de imprensa.

Republicana e neta do primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga, chegou a ser detida em Caxias por oposição ao regime da ditadura (1926-1974), e integrou, na década de 1960, a Cooperativa Gravura.

A pintora dividiu o seu trabalho em três ciclos, intitulados «Bioburgos», «Helioburgos» e «Biohélios», inspirados em elementos naturais.

Tereza Arriaga era casada com o artista plástico surrealista Jorge Oliveira, falecido em 2012, e cuja obra está exposta numa retrospetiva repartida entre o Museu do Chiado e a Fundação Arpad Szenes/Vieira da Silva, em Lisboa.

O Museu do Chiado tem obras da pintora no seu acervo, assim como na exposição permanente.