O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que a morte do arquiteto Nuno Teotónio Pereira deixa um vazio na arquitetura e cultura portuguesa, destacando-o também como um combatente contra o colonialismo e um pensador das políticas de habitação.

António Costa falava aos jornalistas no final da visita oficial de dois dias a Cabo Verde, num comentário ao falecimento de Nuno Teotónio Pereira.

De acordo com o líder do Executivo, "o arquiteto Teotónio Pereira conhecia a cidade de Lisboa como poucos e pensou e projetou a cidade de Lisboa como poucos".

"A sua morte deixa um grande vazio na arquitetura e na cultura portuguesa. Foi com grande pena que recebi essa notícia", disse.


O primeiro-ministro referiu ainda que Teotónio Pereira foi "outro português combatente contra o colonialismo", tendo ainda sido "um arquiteto admirável, que contribuiu para a reflexão sobre as políticas de habitação em Portugal e que deixou uma obra de arquitetura notável, em particular em Lisboa".

António Costa salientou depois a circunstância de Nuno Teotónio Pereira se encontrar enfermo há bastantes anos, tendo perdido a visão.

"Mas, mesmo sem ver, continuava com uma memória extraordinária da cidade de Lisboa. Enquanto presidente da Câmara de Lisboa, tive a ocasião não só de o homenagear, como também de o receber nos Paços do Concelho para apresentar um livro que ele publicou sobre a cidade, que foi elaborado com base na memória que tinha", acrescentou.