A jovem portuguesa de origem angolana Dulcineia Fernandes, detida em maio de 2010 no aeroporto de Katmandu, Nepal, com 317 gramas de heroína, morreu no sábado na prisão onde cumpria 16 anos de cadeia, disse hoje fonte diplomática.

Em declarações à agência Lusa, o cônsul de Portugal em Macau, Vítor Sereno, garantiu que a diplomacia portuguesa, através de Macau, Índia e o cônsul honorário do Nepal, «está em cooperação a encetar todos os esforços para que o corpo da jovem seja transladado para Macau», onde residia antes de ser detida.

Dulcineia Fernandes era natural de Luanda, mas vivia em Macau desde pequena, onde se naturalizou portuguesa, e está casada com um cidadão nigeriano que as autoridades de Macau expulsaram do território, impedindo a sua entrada por dez anos.

Além de problemas mentais sublinhados em relatórios médicos, a portuguesa tinha outros problemas de saúde que os advogados sempre referenciaram como potenciais perigos para a sua sobrevivência caso não recebesse tratamentos adequados.