O artista plástico Mário Silva, premiado várias vezes pelo seu trabalho no domínio da pintura, morreu este sábado, em Coimbra, aos 86 anos, disse à Lusa fonte próxima da família.

Segundo a fonte, o artista plástico, figura incontornável da vida cultural coimbrã, morreu no Centro de Cuidados Continuados Domus Vita de Lordemão (Coimbra), onde se encontrava internado há algumas semanas, depois de passagens prolongadas pelos hospitais da Figueira da Foz e de Cantanhede.

O corpo de Mário Silva ficará em câmara ardente no Centro Funerário Nossa Senhora de Lurdes (Capela Ressurreição), em Coimbra.

No domingo, as exéquias fúnebres começarão às 17:00 na mesma capela, após o que o corpo será trasladado para o Crematório da Figueira da Foz, sua terra adotiva, onde será cremado.

Nascido em 1929 em Bencanta (Coimbra), Mário Silva abandonou os estudos de Engenharia na Universidade de Coimbra para se dedicar à pintura, com incursões na cerâmica, escultura, arte pública monumental e artes gráficas.

Mário Silva está representado em vários museus, galerias e coleções privadas nacionais, e em museus de arte moderna e contemporânea estrangeiros, como os do Rio de Janeiro, São Paulo, Boston, Anchorage, Amsterdão, Montecatini, Estocolmo.

Em 2006, o município de Coimbra atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural da Cidade, tendo sido distinguido no ano seguinte pelo Governo português com a Medalha de Mérito Cultural.

Em 2009 foi agraciado com o prémio carreira pela "Biennale Internazionale Dell´Arte Contemporanea" em Florença, sendo membro efetivo da Academia de Arte e Ciência "500 di Roma", da Academia Real de Belas Artes de Haia (Holanda, 1963) e da Academia Internacional de Basileia (Burckhardt, Suíça 1980).