O pintor José Pádua morreu esta terça-feira, aos 81 anos, no Hospital Fernando Fonseca, na Amadora. O corpo estará em câmara ardente a partir das 18 horas desta terça-feira, no edifício dos Paços do Concelho da Câmara Municipal da Amadora, até amanhã às 14:30. 

O funeral realiza-se pelas 15 horas de quarta-feira, no cemitério de Carnaxide, Oeiras.

José Pádua nasceu na Cidade da Beira, Moçambique, em 13 de Maio de 1934, onde viveu até 1977.

A partir de 1977 passou a residir em Portugal, mas manteve uma forte ligação com Moçambique, onde realizou exposições individuais de pintura em 1996 e 1998.

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, num curso de litografia e gravura em metal.

Em 1980 e 1981, foi distinguido pela Câmara Municipal de Lisboa com o 2.° e o 1.° prémios, respetivamente, em exposições coletivas sobre temas de Lisboa.

O artista plástico é autor de ilustrações em jornais, revistas e livros e de trabalhos na área da escultura e da azulejaria, assim como de murais em cimento, em Moçambique, designadamente nos aeroportos de Maputo e da Beira, em delegações bancárias, no Cinema Novocine e na piscina do Complexo Desportivo dos Caminhos de Ferro da Beira.

José Pádua tem também peças em várias residências particulares e no Bank of Lisbon & South Africa, em Joanesburgo, segundo a mesma fonte.