O ator José Boavida, que estava hospitalizado há duas semanas na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, morreu esta terça-feira, disse à agência Lusa o seu agente.

José Boavida integrou ultimamente a série da RTP ‘Bem-vindos a Beirais', entre outras em vários canais televisivos, bem como no teatro.

De acordo com o agente do ator, Paulo Araújo, José Boavida não resistiu às sequelas da paragem cardiorrespiratória e faleceu esta noite no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra), onde estava internado desde o acidente.

José Boavida tinha 51 anos e estada internado nos cuidados intensivos do Hospital Amadora-Sintra desde há duas semanas, depois de se ter sentido mal a caminho de casa e ter caído no chão inanimado, sendo posteriormente socorrido pelos bombeiros e pelo INEM.

Na série que ainda se encontra atualmente em programação na RTP1, José Boavida dava corpo ao mecânico Manuel Pedroso.

A 08 de janeiro de 2016, José Boavida perdeu os sentidos na rua, na zona do Palácio de Queluz, tendo sido transportado para o hospital Amadora-Sintra, onde ficou internado em coma induzido, com prognóstico reservado, depois de ter sofrido uma Paragem Cardio-Respiratória, segundo a família.

Nas redes sociais, a família esclareceu que o ator "não sofreu nenhum AVC, nem enfarte", mas sim uma paragem cardiorrespiratória, depois de algumas notícias contraditórias sobre o que realmente tinha acontecido ao ator.

A revista Caras publicou na sua edição online a 22 de janeiro um comunicado da família na qual esta fazia o agradecimento público aos Bombeiros Voluntários de Queluz e à equipa do Institito Nacional de Emergência Médica (INEM) que socorreu o ator.

“Em primeiro lugar, esses ‘jornalistas’ não procuraram apurar a veracidade de algumas informações que recolheram em fontes não ligadas à família, nem ao hospital, acabando por sair notícias com informações falsas (O Zé não sofreu nenhum AVC, nem enfarte, mas sim uma paragem cardiorrespiratória); em segundo lugar as poucas informações passadas pela família (dizer que o INEM - VMER demorou a chegar) foram deturpadas para obtenção de títulos bombásticos (Filha acusa Inem de negligência) ”, pode ler-se na mensagem da família publicada então pela revista.

Natural de Castelo Branco, José Boavida, que celebrou 30 anos de profissão no ano passado, participou em diversas séries de televisão e telenovelas nacionais, como Telhados de Vidro, Inspetor Max, Doce Fugitiva, Morangos com Açúcar e, mais recentemente, na série Bem-vindos a Beirais.

Mas o cinema também contou com a presença de Boavida, tendo entrado em filmes como “O Grande Kilapi”, de Zézé Gamboa, A Vida Privada de Salazar”, de Jorge Queiroga, o “Contrato”, de Nicolau Breyner, “Amália – O Filme”, de Carlos Coelho da Silva, “O mergulho”, de Jorge Paixão da Costa, “Até amanhã camaradas”, de Joaquim Leitão, “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros, e “Alta Fidelidade”, de Tiago Guedes e Frederico Serra, entre outros.

No teatro, participou em diversas peças ao longo da sua carreira, tendo começado em 1992 em A Barraca, com o “Mi Rival de Ralph Talbot”, encenado por Hélder Costa, participando durante duas décadas e meia em mais de 20 peças.

Em 2013, subiu ao palco do Teatro Tivoli com “O Tesouro”, numa encenação de José Wallenstein.

Além de ator de televisão e cinema, Boavida foi também encenador de inúmeras peças que subiram ao palco do Teatro AltaCena, da Sociedade Guilherme Cossoul, em Lisboa, a última das quais em 2012: “O Menino que queria ser Presidente”, de Thomas Hadiberg.