É já a quinta morte nas urgências em apenas três semanas. Um homem de 60 anos morreu, no domingo, à espera de ser atendido nas urgências do hospital Garcia de Orta, em Almada. A Ordem dos Médicos garante que vai continuar a denunciar as mortes por falta de assistência médica.

 

 

O homem de sessenta anos passou pela triagem, recebeu pulseira amarela, mas esteve mais de três horas à espera para ser atendido, no domingo, nas urgências do Garcia de Orta, em Almada, mas acabou por morrer com um enfarte.

 

Em resposta enviada à TVI, o hospital diz que está a averiguar o sucedido e que assim que possível vai prestar declarações sobre o caso.

 

Esta é já a quinta morte nas urgências em apenas três semanas por alegada falta de assistência médica a tempo.

 

As mortes de uma mulher de 79 anos e de dois homens de 57 e de 80 anos que ocorreram nos hospitais de Peniche, Santa Maria da Feira e São José estão já a ser investigadas.

 

As longas horas de espera têm marcado as últimas semanas das urgências dos hospitais portugueses. Ainda esta segunda-feira, no hospital de Santarém, os utentes esperaram mais de uma hora só para a triagem. Doentes com pulseira amarela foram atendidos sete horas depois e dezenas de ambulâncias ficaram retidas à espera das macas.