Segundo o Instituto Nacional de Estatística, foram registados, no ano passado, 108.511 óbitos, mais 3.668 face ao ano anterior (104.843). Destes óbitos, 54.158 eram mulheres e 54.353 homens. Ou seja, morreram mais pessoas em 2015 do que aquelas que nasceram, apenas 85.500

A mortalidade em Portugal aumentou 3,5% em 2015, face a 2014, tendo a maioria dos óbitos ocorrido em idades avançadas e nos meses de inverno, segundo as Estatísticas Vitais do INE divulgadas esta quinta-feira. 

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Do total das mortes registadas em 2015, 84,9% das vítimas tinham 65 e mais anos, adiantam os dados do INE, precisando que destes, mais de metade (57,7%) tinham 80 e mais anos.

Os dados mostram que o número de mortes de pessoas com idades entre os zero e os 39 anos tem vindo a diminuir nos últimos cinco anos, representando 1,7% do total de mortes em 2015 (1,9%% em 2014 e 2,7% em 2010).

Morrem mais portugueses no inverno

As estatísticas do INE referem que “o número de óbitos mostra um padrão sazonal, apresentando regra geral valores mais elevados nos meses de inverno e atenuando-se na primavera e verão”.

Em 2015, o mês de janeiro foi aquele em que se observou o maior número de óbitos, seguido de fevereiro, referem os dados baseados na informação registada nas Conservatórias do Registo Civil até março de 2016

Dos valores registados de nados-vivos e óbitos em 2015 resulta um saldo natural de -23.011, acentuando-se face ao verificado em 2014 (-22.423), mantendo-se assim, pelo sétimo ano consecutivo, um saldo natural negativo em Portugal.