Herberto Helder morreu esta segunda-feira, aos 84 anos, em Cascais. Considerado um dos maiores nomes da poesia portuguesa, a sua morte é tida como uma grande perda para a cultura nacional.

Por isso mesmo, as reações à morte do autor começam a surgir, com várias personalidades de diferentes quadrantes da sociedade a destacar a figura única do poeta, que publicou o seu último livro «A Morte Sem Mestre», em junho de 2014.

O escritor Manuel Alegre já lamentou a morte do escritor, sublinhando que «era um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos».

Em declarações à agência Lusa, Manuel Alegre, muito comovido por «ter perdido um grande amigo», disse sentir «um grande vazio».

«Onde morre um grande poeta fica sempre um grande vazio.»


O grupo editorial Porto Editora lamentou «com profunda mágoa» a morte do escritor, afirmando que se trata de um «poeta maior que ficará entre a meia dúzia de nomes incontornáveis da poesia portuguesa do século XX».

O também escritor Valter Hugo Mãe utilizou o Facebook para lamentar a partida do escritor.
 


Na mesma rede social, o humorista Bruno Nogueira partilhou uma imagem com os versos do poeta em jeito de homenagem.
 
 
 

Carlos Vaz Marques também preferiu partilhar a obra do poeta, neste caso um pequeno excerto do livro «Servidões» de 2013
 


A deputada bloquista Catarina Martins publicou uma fotografia na sua página para lembrar o autor «considerado o maior poeta português da segunda metade do século XX». 
 
 
 
Passos homenageia «mestre da língua portuguesa»

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, manifestou «tristeza» pela morte do poeta, afirmando que era «um verdadeiro mestre da língua portuguesa» e que deixa «um precioso legado de obra poética e de reflexão literária».

Numa nota enviada à agência Lusa, Passos Coelho refere que Herberto Hélder «fez da expressão da sua consciência poética uma vocação extraordinária, enriquecendo todos os que o leram e ouviram».

«É unânime o reconhecimento da singularidade e importância da sua obra e há muito que ela integrou o património cultural nacional», acrescenta a mesma nota.


O primeiro-ministro envia ainda à família enlutada «sentidas condolências, extensíveis aos seus colegas e amigos».

Também o Presidente da República lembrou o poeta como «nome cimeiro da cultura portuguesa», sublinhando a forma como a sua escrita marcou a literatura portuguesa das últimas décadas.

«Dotado de rara imaginação e sensibilidade, a sua obra sobressai pela originalidade, a coerência e o rasgo de génio com que se afirmou desde o primeiro livro e que sempre lhe foi reconhecido pelos seus leitores», lê-se uma mensagem do chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, enviada aos familiares do poeta.


Na missiva, Cavaco Silva endereça ainda as suas sinceras condolências aos familiares e amigos do poeta.

Já o secretário-geral socialista, António Costa, e o PS manifestaram «profundo pesar pela imensa perda para a cultura portuguesa que representa a morte do poeta Herberto Hélder».

«Herberto é - porque a sua obra perdurará - um dos nossos maiores poetas de sempre, um príncipe das letras de Portugal, cujo contributo ao longo das últimas décadas constitui um património de grande riqueza e densidade para a língua e para a cultura portuguesas», salienta o PS.


No mesmo comunicado, o PS assinala que a leitura e o conhecimento da obra de Herberto Hélder «será, certamente, a melhor homenagem que os portugueses lhe poderão prestar, no silêncio e recato que sempre tanto prezou, avesso que sempre se mostrou à exposição e às honrarias públicas».

«À sua família e aos seus amigos, o secretário-geral, António Costa, e o PS apresentam as mais sentidas condolências», acrescenta a nota.