O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Barbosa, anunciou hoje que vai propor que ao Hospital da Cruz Vermelha se associe o nome Maria Barroso, em homenagem à mulher que marcou a instituição.

Maria de Jesus Barroso, que hoje morreu aos 90 anos, foi presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) entre 28 de julho de 1997 e 10 de julho de 2003.
 

“Como presidente da Cruz Vermelha gostaria e, vou propor nesse sentido, que o nome de Maria Barroso seja indissociavelmente ligado ao Hospital da Cruz Vermelha e à CVP”, disse Luís Barbosa, numa declaração feita aos jornalistas.


O presidente da CVP adiantou que vai propor aos órgãos sociais da instituição e à família que o nome de Maria Barroso se associe ao Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, em sua homenagem.

Luís Barbosa realçou o papel de Maria Barroso na reestruturação do Hospital da Cruz Vermelha, transformando-o “numa unidade hospitalar de excelência amplamente reconhecida hoje, tanto pela grande qualidade dos cuidados prestados, como pela sua gestão exemplar”.
 

“Maria Barroso, enquanto presidente da instituição, promoveu e liderou ainda o envolvimento da Cruz Vermelha Portuguesa em inúmeras causas de caráter humanitário, tanto ao nível nacional como internacional”, afirmou.


Na declaração, Luís Barbosa destacou o papel de Maria Barroso enquanto presidente da CVP, tendo exercício as funções “com total disponibilidade, empenho, dedicação e espírito humanitário”, além de ter “contribuído decisivamente para o prestígio da instituição a nível nacional e internacional”.

“Durante este período, sem adulterar o espírito e os princípios que são a inspiração e o fundamento da Cruz Vermelha, conseguiu remodelar e modernizar a instituição, sendo disso exemplos marcantes a implementação e desenvolvimento de inúmeros equipamentos, programas e atividades na área de apoio social aos grupos mais vulneráveis”, disse, realçando a determinação na defesa de causas, o carácter humanistas e força solidária da mulher do antigo presidente da República Mário Soares.
 

“É com profunda consternação e sentido de perda que a CVP encara o falecimento da sua ex-presidente Maria Barroso, que tanto marcou a instituição durante dois mandatos”, afirmou, deixando ainda “uma palavra de amizade e de solidariedade” à família.