A Força Aérea Portuguesa (FAP) anunciou a abertura de um inquérito depois da morte de três militares devido a um acidente na descolagem de uma aeronave C-130H, que ocorreu na Base Aérea N.º6, no Montijo.

"A análise às causas do acidente irá seguir os procedimentos previstos, através de um inquérito conduzido pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea. A Força Aérea está de luto", refere a FAP em comunicado.

"A bordo da aeronave estavam sete tripulantes. O acidente causou três vítimas mortais, um ferido grave e três feridos ligeiros, todos militares da Força Aérea", acrescentou a FAP, adiantando que o acidente ocorreu cerca das 12:00.

Ainda segundo a Força Aérea, os feridos foram assistidos no local e depois transportados para unidades hospitalares.

De acordo com a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet, o alerta para o acidente foi dado às 12:20, tendo estado no local 49 operacionais e 16 veículos.

Durante a tarde, numa zona lateral da Base Aérea N.º 6, no Montijo, era possível ver uma parte do C-130H, que deitava ainda fumo, com vários carros de bombeiros e da força aérea junto à aeronave.

Pela entrada da base aérea foi possível ver sair várias ambulâncias e veículos dos bombeiros de corporações do Montijo, Alcochete, Moita ou Pinha Novo.

A FAP garante que vai ser prestado apoio aos familiares das vítimas mortais.

"Neste momento de profundo pesar, os nossos pensamentos estão com os familiares e amigos destes nossos camaradas, aos quais está a ser prestado todo o apoio necessário", concluiu, de acordo com a Lusa. 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou pesar pelas três mortes provocadas por um acidente com uma aeronave da Força Aérea Portuguesa e apresentou condolências aos familiares das vítimas.

"Tendo tomado conhecimento do trágico acidente ocorrido hoje com uma aeronave da Força Aérea Portuguesa, quero apresentar as minhas mais profundas condolências aos familiares dos militares que faleceram ao serviço de Portugal", afirma o chefe de Estado, que visitou a Base Aérea de Sintra recentemente, numa nota divulgada pela Presidência da República.

Na mesma nota, o comandante supremo das Forças Armadas Portuguesas manifesta "pesar e solidariedade a todos aqueles que sentem com maior dor a perda abrupta dos seus camaradas e amigos" e deseja "um célere restabelecimento dos militares feridos".

Ministro da Defesa visita local do acidente

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, esteve, esta segunda-feira à tarde, no local do acidente e manifestou, em nome pessoal e do Governo, profundo pesar pela morte dos três militares.

A dedicação, a entrega e o serviço ao país prestado pelos militares que hoje pereceram não podem ser esquecidos. O Governo manifesta aos familiares, amigos e camaradas das vítimas as suas mais profundas condolências", referiu o ministro da Defesa, em comunicado.

José Alberto Azeredo Lopes esteve com o chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, que lhe expôs as "circunstâncias do acidente, o apoio prestado às vítimas e aos seus familiares".

Segundo o comunicado, o CEMFA deu ainda conhecimento ao ministro que foi aberto de "imediato o processo de investigação respetivo", que seguirá o "procedimento adotado em acidentes ou incidentes com aeronaves da Força Aérea".

Neste momento de tristeza e profundo sofrimento, as palavras pouco ajudam a atenuar a dor", afirmou Azeredo Lopes, deixando ainda votos de recuperação rápida aos quatro tripulantes que ficaram feridos, um deles em estado considerado grave.