A empresa de transformação de carnes Carmonti, no Montijo, cuja fábrica ficou destruída na sequência de um incêndio ocorrido em agosto, informou hoje que vai retomar a sua atividade em pleno em menos de um ano.

Após o fogo da noite de 24 de agosto, a empresa, que emprega cerca de 230 trabalhadores, equacionou a hipótese de algumas secções virem a funcionar em instalações provisórias externas à fábrica, mas isso não vai acontecer, uma vez que as soluções apresentadas «tornariam inviável» a continuidade da produção.

«Assim, a Carmonti elaborou um plano de recuperação e em conjunto com os trabalhadores já colocou em marcha a reconstrução. A administração decidiu que no prazo inferior a um ano retomará a laboração a 100%, em instalações modernas e apetrechadas», explicou fonte oficial da empresa, numa resposta escrita enviada à agência Lusa.

A Carmonti acrescentou que nem todos os trabalhadores farão parte das obras de restauro, ficando esses funcionários sujeitos a ações de formação durante todo o período de paragem.

A empresa reiterou a garantia dada logo após o incêndio de que «nenhum posto de trabalho foi extinto».

No combate às chamas, que deflagraram pelas 21:00 de 24 de agosto, estiveram envolvidos 70 bombeiros do Montijo e de concelhos vizinhos, além do apoio da Força Aérea Portuguesa, que tem uma base junto à fábrica.

Durante as operações, três bombeiros foram assistidos no local devido à inalação de fumos.