A parte de cima da custódia que na semana passada havia sido dada como desaparecida da igreja de Meixede, Montalegre, foi encontrada no confessionário, disse esta segunda-feira o padre António Fontes, responsável pela paróquia.

O padre António Fontes, organizador do Congresso de Medicina Popular, julgava que a sagrada custódia, peça do século XVIII, com cerca de meio quilo de prata e de arte barroca, havia sido furtada a 08 de setembro, na igreja de Meixide, durante a realização da procissão em honra de Nossa Senhora da Azinheira.

Durante este fim de semana, disse o sacerdote à agência Lusa, a custódia foi encontrada no fundo do confessionário, dentro da sacristia (espaço anexo à igreja onde são guardados os paramentos sacerdotais).

«Um grupo de mulheres da aldeia andava à procura da custódia na igreja e, no fundo do confessionário, viram brilhar alguma coisa. Foi então que descobriram a peça embrulhada na capa de asperges», explicou.

O sacerdote encontra duas explicações para o alegado desaparecimento da custódia: alguém a arrumou no local errado, por desconhecimento, ou quiseram incriminar o sacristão.

A custódia, também conhecida por ostensório, é uma peça de ourivesaria usada em atos de cultos da Igreja Católica, composta por um corpo principal, feita de prata dourada ou ouro, com um centro transparente, de cristal, para expor a hóstia consagrada sobre o altar ou a transpor em procissão.

O caso chegou a ser participado à GNR.