O antigo aquaparque de Lisboa em Monsanto será aberto ao público como jardim e sem o “mar de betão” que tinha, contando com locais para churrasco e cafetaria, para uma utilização apenas durante o dia, informou o município esta segunda-feira.

Isto [o terreno] hoje está neutralizado. Era um mar de betão, com piscinas e escorregas, e hoje está tudo verde”, após terem sido feitas demolições e plantação, disse o vereador da Estrutura Verde e Energia da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes.

Depois de “apagar a ideia” de ali haver água, a autarquia pretende abrir o espaço verde à população, mas “só durante o dia”, pelo que em princípio se mantém a cerca que o circunda, acrescentou o autarca. Sem falar em prazos, uma vez que ainda está a “afinar” a futura utilização, Sá Fernandes apontou que haverá um painel de energia solar e uma cafetaria, sendo esta a única concessão equacionada.

“Não vai haver [mais] concessões”, assegurou. O autarca adiantou que “não vai haver construção nenhuma”, mas será dada nova utilização às infraestruturas da entrada, cobertas por ‘graffiti’.

O aquaparque encerrou em 1993 após a morte de duas crianças, não tendo tido utilização posterior. Chegou a atribuir-se a concessão a uma empresa privada para criar um parque temático, mas o projeto nunca avançou. Essa empresa pôs a Câmara em tribunal, pois a licença emitida “foi considerada ilegal pelo tribunal”, recordou Sá Fernandes.

O processo ainda está a decorrer, mas “é provável” que a autarquia tenha de pagar uma indemnização, reconheceu.

O autarca falava durante uma visita realizada pela comissão de Ambiente e Qualidade de Vida da Assembleia Municipal de Lisboa ao local, incluído no Parque Florestal de Monsanto, durante a qual remeteu para junho/julho mais pormenores sobre o aquaparque.

Para a mesma data, o autarca reservou novidades sobre a requalificação do antigo restaurante panorâmico, abandonado há vários anos, assegurando que haverá discussões públicas sobre a utilização do espaço, que tem 7.000 metros quadrados de construção.

No Parque Florestal de Monsanto, localizam-se também 53 casas de função, das quais cerca de 30 estão ocupadas por famílias ou guardas florestais. Das restantes, que estão devolutas e em mau estado, a autarquia pretende selecionar quatro para instalar ateliês para artistas plásticos, indicou Sá Fernandes.

Os deputados visitaram também a Quinta da Pimenteira, com edifícios do século XVIII que serão requalificados para alojar um hostel e um restaurante. De acordo com o vereador, as obras começam “em breve”, prevendo-se também a renovação dos anexos dos serviços municipais de espaço verde e dos viveiros.

Estes são sítios de trabalho e assim continuarão, passando a ser visitáveis”, observou Sá Fernandes, considerando a concessão “uma boa aposta”.

Já o Moinho do Penedo e a pista de radiomodelismo foram entregues às Juntas de Freguesia da Ajuda e de Benfica, respetivamente.

O objetivo é que ali haja cafetarias (com esplanada, no caso do moinho) e que a pista de radiomodelismo, além de remodelada, passe a ter balneários de apoio. O antigo campo de tiro, agora denominado Monte das Perdizes, será um parque desportivo e de lazer, com parque infantil, campos de basquetebol e voleibol e para tiro ao arco.

A autarquia espera que todas estas intervenções estejam prontas em 2017.