Moda já era uma preocupação há 75 mil anos

Estudo publicado na revista «Science»

Por: Redação / CM    |   6 de Março de 2013 às 23:47
Um novo estudo sobre ornamentos pessoais encontrados em cavernas na África do Sul demonstra que os antepassados do ser humano tinham um sentido de moda apurado, evitando já há 75 mil anos estilos ultrapassados, noticia a revista Science.

Ornamentos pessoais - muitas vezes contas - usados como sendo colares ou pulseiras, são considerados pelos arqueólogos como um sinal fundamental do comportamento simbólico sofisticado.

De acordo com a Science, esses ornamentos eram omnipresentes nos locais do Paleolítico Superior, na Europa, há cerca de 40 mil anos, sendo feitos de dentes humanos e de animais, pedra, ossos, marfim ou conchas de moluscos.

Ainda mais atrás no tempo, há 100 mil anos, existem registos de ornamentos pessoais na zona de África e no Oriente, mas estas joias têm menos variedade e eram feitas quase sempre de conchas de moluscos.

Por este motivo, alguns arqueólogos questionam se essas joias tinham o mesma simbologia que aqueles que surgiram depois ou, até, se terão sido feitos por humanos.

Num estudo publicado no Journal of Human Evolution, uma equipa liderada pelo arqueólogo Marian Vanhaeren, da Universidade de Bordéus, França, diz ter encontrado evidências de uma mudança relativamente rápida na forma como as contas de conchas foram amarradas.

As contas foram encontradas em caverna Blombos, na África do Sul, em camadas arqueológicas datadas de há 75 e 72 mil anos atrás.

A equipa concluiu que esta é a primeira evidência de uma mudança de «normas sociais» ou «estilo personalizado», com paralelo em «muitas mudanças similares em normas simbólicas observadas nas mais recentes e historicamente conhecidas sociedades humanas».

De acordo com o artigo, ainda não é claro que os moradores na referida caverna tenham mudado a sua ideia de moda própria, ou se foram mais tarde substituídos por outro grupo de humanos primitivos que gostava de usar as contas de forma diferente.

De qualquer forma, os resultados do estudo sugerem que essas contas - as joias de hoje - tiveram uma função totalmente simbólica.
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