A Misericórdia do Porto, detentora do Hospital da Prelada, afirmou esta sexta-feira que se «viu obrigada» a pedir a penhora de bens aos Bombeiros de Lourosa, mas acredita ser possível «encontrar uma solução» que satisfaça ambas as partes.

Os Bombeiros de Lourosa, em Santa Maria da Feira, foram alvo de uma execução fiscal para o pagamento de 360 mil euros relativos aos seis meses de tratamento de um bombeiro que sofreu ferimentos num incêndio, em 2010, e que acabou por morrer no Hospital da Prelada.

«Dos seis meses de internamento, a AHBL [Associação Humanitária dos Bombeiros de Lourosa] assumiu a dívida que, apesar de não ter sido saldada, foi reconhecida pela referida associação», explicou a Misericórdia, em comunicado enviado à Lusa.

A proprietária do Hospital da Prelada afirma ainda que, após três anos de «prolongado» silêncio e «ausência» de resposta por parte dos bombeiros, «viu-se obrigada» a tomar medidas.

«A Misericórdia não executa penhoras sem esgotar todas as formas de diálogo, situação que no caso concreto ainda não foi possível até ao momento, apesar das diversas tentativas», adianta. E acrescenta que «será possível encontrar uma solução que vá ao encontro das expectativas de ambas as partes».

O presidente da direção dos bombeiros admitiu à Lusa, na quinta-feira, uma posição de força se as autoridades competentes não resolverem a penhora de que a corporação é alvo por não pagar o tratamento ao bombeiro.