A Unidade de Saúde Pública da ULS do Nordeste informou esta sexta-feira que está a investigar as causas da intoxicação que afetou os alunos do Colégio de Torre D. Chama, em Mirandela, 13 dos quais estão internados.

De acordo com informação fornecida à Lusa, este serviço público integrado na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) já visitou a instalações do estabelecimento de ensino para avaliar as condições higieno–sanitárias.

Ainda segundo a fonte, foram recolhidas amostras de alimentos e de águas que foram enviadas para análise no Instituto Ricardo Jorge” com vista a apurar se são a origem da infeção que provocou a suposta gastroenterite entre os estudantes.

Os sintomas começaram a surgir depois do almoço de massa com carne de quarta-feira com vários estudantes, entre os 10 e os 16 anos, a acorrerem por iniciativa própria aos centros de saúde e hospitais da zona.

As entidades da saúde não avançam números sobre o total de doentes atendidos, indicando apenas que se encontram dez jovens internados no Hospital de Mirandela e três no hospital de Chaves.

A Unidade de Saúde Pública fez ainda saber que «está em contacto com os doentes com o objetivo de caracterizar a doença e as circunstâncias em que a mesma ocorreu».

Informou ainda que está a aguardar os resultados das ações em curso e «caso se justifique serão emitida informação adicional sobre a situação».

A direção pedagógica do estabelecimento de ensino continua sem prestar esclarecimentos à Comunicação Social.

O Colégio de Torre D. Chama foi criado há quase 40 anos na vila do concelho de Mirandela, distrito de Bragança, faz parte do Ensino Particular e Cooperativo e é frequentado, sobretudo por alunos das aldeias próximas.