Vieira da Silva garante que está de "consciência tranquila" em relação ao caso da Raríssimas. O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que foi vice-presidente da assembleia geral da associação entre 2013 e 2015, disse que tinha conhecimento das contas, mas assegurou que "nunca foi apresentado nenhum problema, de nenhum tipo" sobre as mesmas. 

Nunca foi apresentado nenhum problema, de nenhum tipo, muito menos daqueles que deram origem aos que estamos a viver agora."

O governante frisou que se tivesse sido apresentado algum problema "teria agido em conformidade"

Se isso tivesse acontecido, teria agido em conformidade, quer no momento quer noutro. Portanto se me pergunta se estou de consciência tranquila, estou."

Vieira da Silva foi chamado à Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social pelo próprio partido, o PS, para dar "todas as explicações" sobre o caso relativo a suspeitas de gestão danosa na Raríssimas, revelado pela TVIe que já motivou a demissão da presidente da associação, Paula Brito e Costa e do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

O requerimento do PS foi aprovado por unanimidade de manhã na reunião daquela comissão parlamentar, faltando agendar uma data para a audição do ministro.

O Governo divulgou esta terça-feira, através de um comunicado oficial, que o primeiro-ministro, António Costa, aceitou o pedido de exoneração de Manuel Delgado e propôs a nomeação para o seu lugar de Rosa Matos Zorrinho.

A TVI transmitiu esta terça-feira no Jornal das 8 a entrevista de Ana Leal a Manuel Delgado que atestam as contradições do secretário de Estado