O ministro da Saúde defende que não devem ser confundidos casos pontuais de comportamentos pessoais, com o mérito social de uma instituição como a Raríssimas. Por isso, defende a continuidade da resposta aos utentes da instituição. 

É nesse contexto que vamos agir, protegendo as crianças e as respostas às famílias”.

À margem de uma visita ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, Adalberto Campos Fernandes foi questionado pelos jornalistas e afirmou que um caso particular que se relaciona com “o comportamento de pessoas” não pode pôr em causa o trabalho prestado pela instituição.

“As respostas estão a ser dadas e não podem ser postas em causa”, declarou ainda, depois de visitar as instalações do hospital, que este ano celebra o 36.º aniversário e onde esteve acompanhado pela presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, esteve ontem no Parlamento, assegurou que "não retirou nenhum benefício pessoal ou material" da sua participação num dos órgãos da Raríssimas e que "não houve qualquer favorecimento a esta associação" por parte do ministério que tutela. Porém, não esclareceu, por exemplo, o que fez a fiscalização à gestão da agora ex-presidente Paula Brito da Costa na Raríssimas desde julho.

As alegadas irregularidades nas contas da Raríssimas foram denunciadas numa reportagem da TVI, que apresentou documentos que colocam Paula Brito e Costa como suspeita de utilizar fundos da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) para fins pessoais.

O caso levou também à demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que colaborou com a associação como consultor em 2013 e 2015.