O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, assegura que vai haver um reforço o apoio às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, quer em número de horas, quer mesmo em número de técnicos, caso seja necessário.
 
«Encontramo-nos, neste momento, em capacidade de reforçar (nomeadamente nas CPCJ que têm um maior número de processos) o número de horas que temos os nossos técnicos afetos a essas CPCJ e a possibilidade até de colocar mais técnicos de apoio», disse o ministro, em declarações aos jornalistas, aquando da entrega no Parlamento do relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento de Crianças e Jovens CASA 2014.
 
O ministro tenta assim descansar as Comissões que temem perder técnicos de apoio técnico por causa das alterações legislativas introduzidas em fevereiro, que modificam o rácio de novos processos de que depende a colocação de novos técnicos a tempo inteiro para apoio técnico às CPCJ. Até então, por cada 150 processos novos abertos no ano anterior, uma CPCJ recebia um novo técnico. Esse rácio passou agora para 300.
 
Esta quarta-feira, o «Jornal de Notícias» noticiou que as Instituições Particulares de Solidariedade Social vão ser chamadas a apoiar as CPCJ de forma permanente. Uma solução que o juiz Armando Leandro da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco já veio dizer que pode ser uma boa solução