O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse esta quarta-feira que a construção da nova ligação rodoviária entre Coimbra e Viseu avançará logo que os estudos em curso estejam concluídos.

É uma obra prioritária para este Governo”, declarou Pedro Marques aos jornalistas, em Coimbra, realçando a importância de construir uma via alternativa ao Itinerário Principal 3 (IP3).

O ministro salientou que a necessidade da futura estrada está “bem alinhada com as prioridades para o desenvolvimento do país”.

2,5 milhões para o IP3

Entretanto, “o próprio IP3, como se conhece, não pode ser abandonado”, o que levou o Governo a dar “um sinal positivo” com esse objetivo, ao adjudicar uma intervenção na via, incluindo nos taludes.

Essa obra custará 2,5 milhões de euros e deverá estar “em execução ainda em 2018”, segundo Pedro Marques, que falava no final de uma reunião do Conselho Regional do Centro, em que o socialista João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Mangualde, foi reconduzido nas funções de presidente do órgão.

A futura ligação de Coimbra a Viseu “é uma via absolutamente estruturante e passam lá milhares de carros por dia”, disse.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas adiantou que estão a decorrer “estudos de traçado, mais a norte ou mais a sul”, mas também, designadamente, de impacto ambiental, económico e captação de tráfego.

Esperava que esse tipo de estudos, pelo menos, já tivesse sido feito há muito tempo”, afirmou, considerando “razoavelmente claro que, neste quadro comunitário, a disponibilidade em Bruxelas para a questão dos investimentos rodoviários é muito limitada”.

Questionado pela agência Lusa, Pedro Marques admitiu ainda que será “complexo recuperar, mesmo no próximo ciclo de programação” da União Europeia, “a possibilidade de financiamento comunitário deste tipo de obras”.

A propósito, recordou que “Bruxelas ouviu demasiados atores deste país a dizer que o investimento rodoviário já tinha sido demasiado e faraónico”.

Esta obra irá encontrar as fontes de financiamento”, concluiu.

O investimento será assumido na totalidade pelo Estado português, sem que à partida o Governo rejeite um eventual recurso a privados, uma decisão, disse, que será tomada em função dos estudos em curso.

Autoestrada Coimbra-Viseu

O Conselho Regional aprovou, por unanimidade, uma proposta do presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, “pela ligação em perfil de autoestrada Coimbra – Viseu”, em substituição do atual IP3, “e pela ligação em ferrovia Aveiro – Salamanca”.

No documento, o autarca do PSD realçava a necessidade de exercer “pressão conjunta para que se clarifique em definitivo e arranque a concretização da autoestrada entre Coimbra e Viseu”.

Foi igualmente reclamado que se “executem obras de requalificação do IP3 que consubstanciem um plano de melhoria de circulação da via, devendo o senhor ministro do Planeamento e Infraestruturas determinar um prazo curto e razoável para a apresentação pela Infraestruturas de Portugal do plano de intervenção e início das obras”.

Ao aprovar a proposta de Almeida Henriques, o Conselho Regional exigiu também “saber quando será executado o projeto da ferrovia, qual o projeto em concreto a realizar, com que prazos, e perceber se esse será levado a cabo com recurso aos quadros comunitários do Portugal 2020”.