O ministro da Saúde defende a “regulação ativa do mercado” em áreas como a Saúde, nas quais considera ser “um ato de pura ingenuidade” pensar que o mercado resolve os problemas das pessoas.

“Não sou dos que acredita que o mercado resolve os problemas das pessoas. O mercado à solta é perigosíssimo e, em matérias em que a dependência do financiamento público é tão grande como na área da saúde, pensar que o mercado resolve os problemas, é de facto um ato de pura ingenuidade”, declarou.

Adalberto Campos Fernandes inaugurou esta terça-feira no Eco Parque do Relvão, situado na freguesia da Carregueira, no concelho da Chamusca, distrito de Santarém, o Centro Integrado de Valorização e Tratamento de Resíduos Hospitalares e Industriais (CIVTRHI), projeto do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), que se arrastou nos últimos oito anos, acabando por ser inaugurado depois de uma outra unidade privada.

Para o ministro, a presença do SUCH, que serve predominantemente as unidades de saúde dos setores público e social, é “essencial para que esta regulação ativa do próprio mercado, pela qualidade e pelo preço, se possa afirmar”.

Adalberto Campos Fernandes considerou que o CIVTRHI, unidade “moderna, de dimensão europeia”, traz “ganhos de qualidade, de eficiência, de segurança” e é “ambientalmente mais adequada”, e realçou a capacidade do SUCH de “estabelecer parcerias com outros agentes” e de possuir uma estrutura que tem “um papel importantíssimo na regulação do mercado”.

A unidade hoje inaugurada, um investimento de 12 milhões de euros que contou com financiamento comunitário de 4,8 milhões de euros, permite o tratamento de resíduos perigosos de hospitais e da indústria farmacêutica, deslocalizando a Central de Incineração de Resíduos Hospitalares, situada no Parque da Saúde de Lisboa (com licença de exploração válida até 2017).