O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou hoje estar empenhado em assegurar as promoções e reposições dos salários e pensões nas Forças Armadas, depois de algumas críticas do Chefe de Estado-Maior da Força Aérea sobre esta questão.

“A expetativa é a de que, no próximo ano, estejam reunidas as condições políticas e orçamentais para, mantendo o rigor, repor progressivamente a normalidade nas progressões e nas promoções”, disse hoje Azeredo Lopes, no discurso comemorativo dos 64 anos da Força Aérea, na Praça do Império, em Belém, Lisboa.

Azeredo Lopes lembrou que a questão de falta de verba orçamental não se resume somente às Forças Armadas, mas que se trata de um problema transversal à sociedade, reconhecendo, no entanto, “os constrangimentos financeiros e o impacto direto que têm nas horas de voo, nas infraestruturas e na modernização ou substituição das frotas”.

Presente na cerimónia esteve também o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, General Manuel Teixeira Rolo, cujo discurso antecedeu o do ministro da Defesa e no qual teceu algumas críticas ao estado atual da Força Aérea.

Segundo o militar, são dois os principais constrangimentos que se colocam ao trabalho desenvolvido pela Força Aérea, nomeadamente, a “raridade de recursos financeiros”, cuja tendência pede que seja invertida, e a “transferência de pessoas muito qualificadas para atividades civis, com ênfase nos pilotos”.

Na questão financeira, Teixeira Rolo revelou que se reflete ao “nível das capacidades operacionais, designadamente, diminuição do regime de esforço, do número de aeronaves disponíveis para a missão, do número de tripulantes qualificados e experientes e também na requalificação das infraestruturas”.

Azeredo Lopes garantiu, no seu discurso, que “estão agora reunidas as condições para, muito em breve, poder ser tomada uma decisão que garanta o ciclo normal e imprescindível de manutenção de motores, por vários anos, evitando-se a incerteza e indisponibilidade de motores verificada nos anos mais recentes”.

O ministro avançou ainda a necessidade de substituir frotas, bem como de modernizá-las, frisando que “é condição essencial para garantir a interoperabilidade e o cumprimento da missão” da Força Aérea com mais de 50 anos de serviço.