A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, disse esta sexta-feira que o nível de alerta de ameaça terrorista mantém-se inalterado em Portugal após a mensagem do grupo extremista Estado Islâmico, estando as autoridades a acompanhar a situação.

Não há neste momento um nível diferente de alerta. Perante uma notícia dessas há sempre um conjunto de verificações que são feitas e que tem a ver com informações disponíveis pelas polícias e que de alguma forma permite estabilizar a situação e controlar os eventuais riscos que possam ocorrer”, disse aos jornalistas Francisca Van Dunem à margem da tomada de posse do novo diretor do Centro de Estudos Judiciários (CEJ).

Questionada sobre a mensagem divulgada pelo grupo Estado Islâmico (Daesh) em que faz referências a Portugal e à Hungria, a ministra referiu que as autoridades policiais estão a acompanham a situação e “perceber se efetivamente existe algum risco eminente”.

Francisca Van Dunem recordou que este tipo de mensagem com referência a Portugal não é inédita, sendo encarada com preocupação, mas também com serenidade.

Hoje Bruxelas e o aeroporto belga, amanhã talvez Portugal ou Hungria”, refere a mensagem do Daesh.

A ministra da Justiça sustentou que nenhum país está, neste momento, "isento de risco".

Todos os países europeus têm risco de ameaça. Portugal não tem um nível de ameaça particular, não há neste momento um risco de ameaça diferente daquele que existia, [mas] temos de ter consciência de que o mundo mudou e que as autoridades nacionais cá estão, no sentido de que tudo farão para precaver a ocorrência deste tipo de incidentes”, sublinhou a governante.

Francisca Van Dunem realçou também que a preocupação com o terrorismo “obrigou a um reforço da cooperação internacional, sobretudo ao nível das trocas de informações”.

Cada vez que há uma ação terrorista, há um apressar das iniciativas que já estão em curso ao nível do Conselho Europeu e ao nível dos vários estados, no sentido de concretizar e reforçarem ainda mais as trocas de informação entre países, em matérias de terrorismo, de modo a tornar mais eficaz o combate ao terrorismo”, adiantou.

Na quinta-feira, a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Helena Fazenda, admitiu à agência Lusa um reforço das medidas de segurança, na sequência da mensagem do grupo extremista Estado Islâmico.

Perante a missiva desse grupo, a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna referiu que “foram tomadas as medidas de reforço que tinham que ser tomadas, incluindo nos aeroportos, no contexto do que foi publicitado [a mensagem], havendo uma articulação de todos as forças e serviços de segurança, incluindo os serviços de informações”.

Também o gabinete de imprensa da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, referiu que “as autoridades portuguesas estão a acompanhar esta informação, como fazem com todas as outras, direta ou indiretamente que façam referência a Portugal ou a cidadãos portugueses”.

Fonte das forças e serviços portugueses de segurança adiantou à Lusa que, após o conhecimento da mensagem, houve um reforço das medidas de vigilância nos aeroportos portugueses, apesar do nível de alerta se manter inalterado (moderado).