A gripe regressou ao seu período de atividade normal, após a diminuição do número de casos epidémicos confirmados laboratorialmente, com tendência para decrescer, informou hoje o Ministério da Saúde.

Na semana de 24 de fevereiro a 02 de março, a taxa de incidência da síndrome gripal foi 12,5 casos por cada cem mil habitantes, com tendência para diminuir, de acordo com os dados mais recentes do Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, publicados no portal do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge.

Em comunicado, o Ministério da Saúde adianta que, comparativamente à época 2012-2013, a atividade gripal foi moderada em 2013-2014, apesar de o início da sua fase mais intensa «ter sido mais abrupto».

Dados provisórios indicam, de acordo com a tutela, que a época gripal foi, em 2013-2014, mais curta, durando menos duas a três semanas face a 2012-2013.

O pico mais elevado da gripe, que ocorre normalmente entre janeiro e fevereiro, aconteceu, em 2014, na quarta semana do ano, mais precocemente, face a 2013, e com uma taxa de incidência maior, de 90 casos por cem mil habitantes, contra o máximo de 69,6 casos por cem mil habitantes na décima semana de 2013.

O número de internamentos em cuidados intensivos foi, no entanto, inferior este ano, comparativamente à de 2012-2013: verificaram-se 97 internamentos, de outubro de 2013 até ao fim da nona semana de 2014 (de 24 de fevereiro a 02 de março), enquanto na época anterior se registaram 121.

Pelo segundo ano consecutivo, «desde que a vacinação antigripal é distribuída, nos centros de saúde, gratuitamente a idosos e a outras pessoas com risco mais significativo, não houve pico invernal na mortalidade esperada».

A nota adianta que o vírus do subtipo A (H1)pdm09 (pandémico 2009) foi o detetado na maioria dos casos analisados, sendo que todos os vírus da gripe confirmados «são semelhantes às estirpes que integram a vacina antigripal 2013-2014».

Segundo o Ministério da Saúde, 62 por cento dos idosos foram vacinados na época 2013-2014, o que representa um aumento de 11 por cento face a 2012-2013, apesar de o processo de vacinação ter sido afetado pela impossibilidade de Portugal «contar com um dos fabricantes habituais da vacina a nível mundial».

Perante os «resultados positivos», a tutela compromete-se a continuar com a distribuição gratuita da vacina através dos centros de saúde.