O Ministério Público acusou de cinco crimes de auxílio à imigração ilegal uma mulher de Guimarães que alegadamente recrutava cidadãs estrangeiras para prestarem «serviço doméstico» em sua casa, informou o SEF.

Em comunicado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) acrescenta que não era celebrado qualquer contrato de trabalho nem eram efetuados descontos em sede de Segurança Social.

Assim, as cidadãs estrangeiras permaneciam «em situação ilegal e de consequente fragilidade».

Segundo o comunicado, o modus operandi da arguida passava por recrutar cidadãs estrangeiras no seu país de origem e trazê-las para Portugal, «onde passariam a prestar serviço doméstico para si logo à chegada à sua casa em Guimarães».

«Findos os 90 dias em que poderiam permanecer em Portugal, apenas em turismo, a arguida diligenciava junto do SEF no sentido de lhes ser prorrogada a permanência, declarando factos falsos e omitindo a sua intervenção, para que pudessem continuar a trabalhar ilegalmente para si», acrescenta o comunicado.

O SEF investigou o caso e o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca de Braga deduziu acusação contra a arguida, por auxílio à imigração ilegal.