O Ministério Público (MP) pediu esta quarta-feira a condenação, pelo crime de dano agravado, do homem acusado de matar um cão em Monsanto, Idanha-a-Nova, em março de 2015.

"A tese da preocupação com a integridade física da mãe [do arguido] falece. O que aconteceu na propriedade leva-nos a crer que não houve o perigo iminente [em relação à sua mãe] que nos quiseram sublinhar", referiu a procuradora do MP, durante a leitura das alegações finais no Tribunal de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

De acordo com a Lusa, o arguido, escriturário das Finanças, reformado, está acusado de um crime de dano agravado sobre bem móvel por, em março de 2015, ter alegadamente matado um cão, de um total de três que entraram na sua propriedade, em Monsanto.

A procuradora disse que o arguido "disparou efetivamente" sobre os cães e que "atingiu um, acabando o mesmo por morrer".

O Ministério Público entende ainda que o arguido "sabia que poderia provocar danos, no caso aniquilando o animal", e adianta que as causas invocadas em sua defesa "não estão preenchidas".

"Entendemos que não há um perigo que justificasse este ato ilícito do arguido. O perigo de integridade física da mãe [referido pelo suspeito], face à prova, não ficou provado. O arguido deverá ser condenado pela prática do mesmo", sustentou.

A procuradora do Ministério Público disse ainda que não se pode “resolver as situações ao disparo".

Já em relação ao dono do cão que foi morto, acusado de um crime de ameaça agravada e cinco crimes de injúria, o Ministério Público sublinhou, em relação à primeira acusação, que não se conseguiu apurar o que aconteceu, "porque há versões contraditórias". Por isso, considera que "deve ser absolvido da prática do mesmo". Já em relação aos crimes de injúria, o Ministério Público entende que "deverá ser condenado".

A leitura da sentença ficou agendada para 4 de abril, às 14:30.

(Foto de arquivo)