O Ministério Público acusou três arguidos de burla qualificada e falsificação de faturas em contratos de locação financeira, no valor de pouco mais de 2,8 milhões de euros, comunicou esta terça-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

A investigação, desenvolvida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, permitiu apurar que os arguidos «obtiveram em seu proveito e em prejuízo de instituição de crédito financeiro o pagamento de obras nunca executadas no valor total de 2.845.961,61 euros».

Os suspeitos aproveitavam a «vantagem retirada da qualidade especial de um deles como presidente da comissão executiva de determinada instituição financeira de crédito», para obterem «dois financiamentos, supostamente para as obras de um hotel e para a construção de um armazém num parque industrial, fazendo-o com a utilização de facturas forjadas para os respetivos pagamentos».

A 8.ª Secção do DIAP de Lisboa, com a colaboração da Unidade Nacional Contra a Corrupção da Polícia Judiciária, reuniu indícios que os «os arguidos assinaram contratos de locação financeira para o efeito e emitiram as faturas forjadas e idóneas a convencer a instituição de crédito em causa de que as obras estavam a ser executadas, o que na realidade jamais aconteceu».

Os factos investigados ocorreram entre setembro de 2007 e maio do ano seguinte.