O Ministério Público (MP) acusou 29 arguidos, três dos quais médicos e um farmacêutico, que falsificavam receitas médicas e terão obtido comparticipações indevidas num montante superior a dois milhões de euros.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) adianta que os 29 arguidos são acusados dos crimes de burla qualificada e falsificação de documento agravada.

Além de duas entidades coletivas, entre os arguidos singulares acusados encontra-se um farmacêutico proprietário de uma farmácia e três médicos.

Segundo a acusação, a atuação imputada aos arguidos reporta-se essencialmente “à emissão e utilização de receituário médico, que forjavam, de forma a lograrem a obtenção de comparticipações indevidas pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que se apurou ter atingido, pelo menos, o montante de 2.116.391,85 euros”.

O MP indica ainda que foi requerida a perda de vantagem do crime, bem como requerido o arresto de bens imóveis e participações sociais de um dos arguidos.

Um arguido encontra-se sujeito à obrigação de permanência na habitação e os restantes arguidos têm termo de identidade e residência.

O Ministério Público foi coadjuvado pela Polícia Judiciária de Leiria e pelo Gabinete de Recuperação de Ativos de Lisboa.