O Ministério Público acusou 10 arguidos por associação criminosa e furto de máquinas de tabaco e de outros valores que se encontravam nos estabelecimentos comerciais escolhidos como alvo, informou esta quinta-feira a Procuradoria Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a acusação, operando de forma organizada, hierarquizada e com divisão de tarefas entre os arguidos, o grupo vivia dos proventos desta actividade criminosa e os seus membros tinham antecedentes criminais pela prática de crimes de idêntica natureza.

Os furtos ocorreram em diversas zonas do país, designadamente Loures, Torres Vedras, Cartaxo, Vialonga, São Domingos de Rana, Vila Franca de Xira, Fernão Ferro, Peniche e Leiria, entre Julho e Novembro de 2014.

A actividade criminosa só cessou em consequência da detenção dos cabecilhas do grupo, em Novembro de 2014, refere a PGDL, sublinhando que os três principais arguidos estão em prisão preventiva.

A investigação dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e executada pelo Grupo de Operações Especiais da GNR envolveu a realização de buscas e detenções em Novembro de 2014, com apreensão de grande quantidade de objectos e produtos resultantes dos furtos cometidos.