O Ministério Público acusou 46 pessoas, a maioria de nacionalidade bósnia, por, entre outros crimes, associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, furtos qualificados, burlas informáticas, falsificação de documentos, violência doméstica e «aparentes maus-tratos de menores».

Segundo uma nota divulgada hoje na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o grupo foi acusado, no final de setembro, pela prática reiterada de furtos, dos quais «auferiam elevados proventos económicos, uma vez que viviam exclusivamente desta atividade criminosa».

Os arguidos tinham já sido detidos em outubro de 2012, estando 16 arguidos em prisão preventiva desde essa altura.

De acordo com a procuradoria, os líderes da organização mantinham várias casas, onde aparentavam constituir-se como famílias com crianças, mas «na realidade as crianças permaneciam em estado de completo abandono, sem assistência médica ou a alimentação necessária, em estado de sofrimento e fome».

Durante as buscas foram encontradas 30 crianças, sem documentos, em «estado de abandono e de maus-tratos» e que seriam «utilizadas para facilitar a prática dos crimes indiciados».

Os menores foram socorridos e entregues a instituições de proteção de crianças e jovens em risco.