O Ministério da Educação vai abrir 100 vagas no próximo ano letivo principalmente para escolas da zona de Lisboa e do norte do país, muitas das quais para educadores de infância e professores de ensino especial.

A informação consta da portaria publicada em Diário da República que entra esta terça-feira em vigor e estabelece as vagas do concurso externo para o ano letivo de 2016/2017.

Mais de metade das vagas (63) é para o Quadro de Zona Pedagógica 7 (QZP), que corresponde às escolas situadas na zona de Lisboa e da Península de Setúbal, segundo o anexo da portaria nº 43-A/2016.

Geograficamente situado a norte, o QZP 6 – que abrange a Lezíria, o Oeste e o Médio Tejo - é o segundo com mais vagas (13), seguindo-se o QZP 1 – Braga, Viana do Castelo, Porto e Tâmega – com nove vagas.

As escolas da zona do Baixo Alentejo (QZP9) serão as únicas sem vagas, seguindo-se os casos do QZP2 (Douro Sul, Vila Real e Bragança) e do QZP8 (Alto Alentejo e Alentejo Central) que vão abrir apenas uma vaga para um professor do grupo de recrutamento de Espanhol.

O Espanhol é precisamente a única língua que vai abrir vagas (5).

Educação Especial 1 será o grupo de recrutamento com mais vagas abertas (30), seguindo-se Educação Pré-Escolar (15), Educação Moral e Religiosa Católica (nove), Educação Física (sete vagas) e 1.º Ciclo do Ensino Básico (cinco vagas).

Existem 16 grupos de recrutamento que não terão quaisquer vagas, entre as quais se encontram o Inglês do 1.º ciclo; Filosofia; Geografia; Economia e Contabilidade; Física e Química; Biologia e Geologia; Educação Tecnológica e Educação Especial 2 e 3.

Os professores dos grupos de recrutamento das quatro línguas - Latim e Grego; Francês Inglês e Alemão – assim como os das disciplinas artísticas - Educação Visual e Tecnológica; Educação Musical e Música – também não irão ter vagas para concorrer aos quadros no próximo ano letivo, segundo o diploma publicado na segunda-feira.

Professores: vagas abertas pelo ministério são poucas

A Associação Nacional de Professores Contratados (ANVPC) considera que as vagas abertas estão longe das necessidades das escolas e promete apresentar em breve um estudo sobre as reais necessidades.

“Estas não são as vagas que o sistema necessita, porque este número é muito diminuto. A verdade é que este Ministério da Educação ainda não teve muito tempo, mas acreditamos que o trabalho do ministério irá dar origem a um concurso com uma grande vinculação de professores”, disse à Lusa o porta-voz da Associação Nacional de Professores Contratados (ANVPC), César Israel Paulo.

Para a associação, os “milhares de professores contratados” com muitos anos de serviço não se pode sobrepor às necessidades do sistema, mas será sempre preciso “repor a justiça e a equidade”.

Neste momento, a ANVPC está a “fazer um estudo em todos os grupos de recrutamento do número de vagas que serão necessárias abrir”.

Segundo César Israel Paulo, dentro de um mês será possível conhecer os resultados do estudo e a associação estará preparada “para se sentar à mesa com o Ministério da Educação”.