Um medicamento para uma doença rara e dois para o tratamento da doença Crohn passam a ser disponibilizados gratuitamente nos hospitais públicos que acompanham estas patologias, anunciou hoje o Ministério da Saúde.

Uma nota deste ministério dá conta da aprovação, hoje, de regimes de comparticipação especial que permitem o acesso a medicamentos diferenciados para o tratamento em ambiente hospitalar da hiperfenilalaninemia (em crianças) e da doença de Crohn.

Um destes fármacos é um novo medicamento para tratar a hiperfenilalaninemia, causada pela fenilcetonúria (PKU) e a deficiência em tetrahidrobiopterina (BH4), doenças hereditárias autossómicas recessivas, consideradas raras, de prognóstico reservado, que interferem significativamente na qualidade de vida dos doentes.

Segundo o Ministério da Saúde, este medicamento melhora consideravelmente o estado de saúde e qualidade de vida dos portadores desta doença, cujo diagnóstico tem de ser feito o mais precocemente possível e o tratamento iniciado antes do primeiro mês de vida, a fim de se evitarem situações de atraso mental profundo e irreversível.

Para a doença de Crohn ¿ patologia inflamatória intestinal crónica de etiologia desconhecida ¿ o Ministério da Saúde passou a disponibilizar mais dois medicamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

«Os novos medicamentos, de moléculas biológicas já sem proteção de patente, são os primeiros medicamentos biossimilares comparticipados por este regime especial», lê-se na nota do Ministério da Saúde.