A rede de água do balneário das minas de Neves-Corvo (Castro Verde) onde foi detetada legionella já foi desinfetada, disse hoje à Lusa fonte da empresa concessionária, que vai desinfetar todos os balneários do complexo mineiro por precaução.

O processo de desinfeção química da rede hidráulica e dos acumuladores térmicos que servem o balneário junto à lavaria de zinco, onde foi detetada a presença da bactéria legionella, terminou no domingo, precisou a porta-voz da Somincor - Sociedade Mineira de Neves-Corvo, Lígia Várzea.

Até hoje, não foi registado qualquer caso de doença, disse, referindo que «o balneário continua interditado para uso» e foram colhidas novas amostras de água, «pré e pós desinfeção», para análise e «os resultados preliminares» serão conhecidos dentro de três dias.

A presença da bactéria legionella só foi detetada no balneário junto à lavaria de zinco, mas, por precaução, a Somincor vai proceder à desinfeção química da rede hidráulica de todos os balneários do complexo mineiro de Neves-Corvo, explicou Lígia Várzea.

No passado sábado, a Somincor anunciou que, no decorrer de análises à qualidade das águas nos balneários e nas torres de refrigeração na área industrial de Neves-Corvo, foi detetada a presença de colónias de legionella nas amostras colhidas no balneário junto à lavaria de zinco.

O resultado das análises foi conhecido na passada sexta-feira à tarde e a Somincor interditou o acesso ao balneário e informou «de imediato» a autoridade regional de saúde e informou pessoalmente os utilizadores do balneário a cada passagem de turno.

Segundo a Somicnor, as análises às águas dos restantes balneários e das torres de refrigeração obtiveram resultados negativos e a estação de tratamento de água potável continua a funcionar normalmente.

A empresa recomendou a todos os utilizadores do balneário que informem os seus médicos caso tenham sintomas como tosse, calafrios, dificuldades respiratórias, dores musculares, febre alta, diarreia e vómitos.