O processo de investigação ao acidente que em 9 de outubro de 2012 vitimou dois militares da GNR na autoestrada A23, próximo de Belmonte, ainda não foi concluído, disse hoje à agência Lusa fonte da instituição.

Segundo fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda, o processo «encontra-se em fase de inquérito» junto do Núcleo de Investigação de Crimes de Acidentes de Viação do Destacamento de Trânsito de Castelo Branco.

«Foi necessário fazer várias diligências, como peritagens por parte de especialistas do Instituto Superior Técnico e do LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil às viaturas [envolvidas no acidente], situação que protelou a conclusão do inquérito», explicou.

O facto de o condutor que provocou o acidente, um pastor de 34 anos, residente em Vila Nova de Foz Côa, «estar em fase de recuperação», também atrasou o processo, segundo a mesma fonte.

Referiu que o homem «foi constituído arguido no processo, mas por conselho médico ainda não foi ouvido» pela equipa que está a investigar a ocorrência.

«A recuperação longa do indivíduo está a atrasar a conclusão do processo, uma vez que ainda não prestou declarações», acrescentou, indicando que o arguido «ainda está a recuperar», das lesões sofridas, em um centro de reabilitação.

A fonte da GNR admitiu que o condutor, a ser considerado culpado do acidente, poderá ser responsabilizado, pelo menos, pelo cometimento de dois crimes de homicídio por negligência.

O acidente ocorreu cerca das 21:25 do dia 09 de outubro de 2012, quando uma patrulha do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda se deslocou ao quilómetro 194 da autoestrada A23 [Guarda/Torres Novas], onde deflagrava um incêndio, para sinalizar o local, uma vez que as chamas estavam próximas da autoestrada.

Naquele momento, uma carrinha abalroou a viatura da GNR, «que estava devidamente estacionada na berma, bem sinalizada, com os pirilampos ligados» no sentido norte-sul, na zona de Maçainhas, concelho de Belmonte, entre o nó de Benespera e Belmonte/Norte, para informar os automobilistas que utilizavam a via para terem redobrados cuidados», explicou na ocasião à agência Lusa o tenente-coronel Cunha Rasteiro, do Comando Territorial GNR da Guarda.

O acidente causou a morte a dois soldados da GNR - um de 32 anos, de Vilar Formoso (Almeida), e outro de 33 anos, natural de Castro Daire (Viseu).

Ficou ainda ferido com gravidade um segundo sargento, de 30 anos, natural de Trancoso (Guarda), que já regressou ao serviço no Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda.