Por: Redacção | 4- 7- 2008 16: 17
Os restos mortais dos três pára-quedistas portugueses mortos em combate há 35 anos e exumados em Guidaje, norte da Guiné-Bissau,
em Março, chegam esta sexta-feira a Lisboa num voo da TAP proveniente de Bissau, por volta das 22h15, noticia a Lusa.
A
transladação para Portugal dos restos dos três soldados vem culminar um esforço iniciado há dois anos pela Liga dos Combatentes
com o apoio da União de Pára-quedistas Portugueses, e dando sequência ao desejo manifestado pelas famílias de recuperar os
restos dos três militares.
A acolher as urnas com os restos dos três militares estará um pequeno grupo de antigos
pára-quedistas e a família de um dos soldados mortos em Guidaje.
As urnas com os restos dos três militares serão
transportadas para a Capela do AT1, as instalações da Força Aérea em Figo Maduro, onde ficarão depositadas até às cerimónias
fúnebres aprazadas para o próximo dia 26.
Os restos dos três soldados pára-quedistas tinham sido sepultados, juntamente
com os de outros sete militares caídos na batalha de Guidaje, em Maio de 1973, junto ao antigo quartel português naquela localidade.
Vítimas de uma emboscada
Os três militares, soldados da Companhia pára-quedista 121, foram mortos
no dia 23 de Maio de 1973 quando foram vítimas de uma emboscada montada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e
Cabo Verde (PAIGC) junto a Guidaje.
O quartel de Guidaje estava há duas semanas cercado e submetido a constantes
flagelações por parte das forças do PAIGC, num dos episódios mais dramáticos de toda a guerra colonial.
Os pára-quedistas
faziam parte de uma força de intervenção, que incluía ainda uma companhia de comandos e uma companhia de fuzileiros, enviada
para Guidaje para tentar romper o cerco e aliviar a pressão do PAIGC sobre o quartel.
O processo de recuperação dos
restos dos militares portugueses caídos em Guidaje vai prosseguir, estando ainda em curso o processos de exames laboratoriais
com vista à identificação definitiva dos restos de outros soldados sepultados em Guidage.
Depois da missa, que será
celebrada pelo capelão-chefe da Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, as urnas com os restos dos três soldados serão
transportadas num avião militar para o quartel das tropas Pára-quedistas em Tancos.
Os três militares caídos há 35
anos anos na Guiné-Bissau serão então alvo de uma derradeira homenagem militar sendo depois entregues às famílias para serem
definitivamente sepultados nos cemitérios das localidades onde residiam, respectivamente em Castro Verde, Caxinas (Vila do
Conde) e Cantanhede.
(Notícia actualizada às 18h30)
HB
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