O próximo contingente de militares portugueses na República Centro-Africana (RCA) vai chegar ao território em setembro deste ano, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), que faz um balanço “muito positivo” da missão.

A 4ª Força Nacional Destacada será composta maioritariamente por paraquedistas. De acordo com o planeamento atual, em início do mês de setembro de 2018 estará no terreno”, refere o EMGFA numa resposta à agência Lusa.

Esta força na República Centro-Africana terá a mesma constituição da atual, com um total de 159 militares.

Qualquer incremento de militares no terreno carece de aprovação política, através do processo de decisão que passa pela Conselho Superior de Defesa Nacional”, explica.

Até ao momento, já integraram a missão 477 militares, divididos pelos três contingentes, com o EMGFA a fazer um balanço “muito positivo” da atuação portuguesa.

Um balanço muito positivo. Temos cumprido as missões e executado as tarefas inerentes, como Força de Reação Rápida (Quick Reaction Force), com elevado profissionalismo e proficiência”, salienta.

O EMGFA refere que a missão tem sido “muito exigente”, frisando que os militares “têm executado as suas tarefas com imparcialidade”, juntamente com as outras forças que constituem a MINUSCA [Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana] e “de acordo com as determinações preconizadas para as Força de Capacetes Azuis das Nações Unidas”.

Atualmente, está no terreno 3.ª força Nacional Destacada Conjunta, composta por 159 militares, 156 do Exército, sendo 126 paraquedistas, e três da Força Aérea, que iniciaram a missão em 05 de março de 2018 e têm a data prevista de finalização no início de setembro deste ano.

Os 159 militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida (QRF) da Minusca e têm a sua base principal na capital, em Bangui, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.

“Até ao momento, a QRF já teve 18 contactos com elementos dos grupos armados na RCA. Para além das operações efetuadas, a força foi sujeita a flagelações e emboscadas. Tivemos dois militares com ferimentos ligeiros, um resultante do estilhaço de uma granada de mão e outro fruto de uma pedrada”, refere o EMGFA.