O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, destacou esta terça-feira a importância da cooperação «estreita» entre autarquias locais e poder central, considerando-a «absolutamente crucial» para ultrapassar dificuldades e manter o país em segurança.

«Nós somos um país seguro e somos um destino seguro, e beneficiamos disso, e essa é uma condição essencial para a expressão da liberdade (...), é pressuposto estratégico para sairmos da situação em que estamos no país, e vamos sair, que seja possível manter o país em segurança», afirmou Miguel Macedo esta manhã, na cerimónia de inauguração da nova esquadra de Valadares, em Gaia.

Segundo Miguel Macedo, «nos diversos graus de responsabilidade que estão cometidos às autarquias locais e ao poder central é absolutamente crucial» que se mantenha e continue esta cooperação.

«Tendo patamares diferentes de responsabilidade, concorremos para o mesmo objetivo, fazer do nosso país um país melhor e fazer, neste caso, das nossas comunidades comunidades mais seguras», sublinhou.

O edifício da nova esquadra da PSP de Valadares está implementado num terreno com cerca de 2.700 metros quadrados que cedido pela Câmara de Gaia.

A autarquia promoveu a empreitada de construção, orçada em cerca de 900 mil euros, sendo depois reembolsada pela Direção Geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE).

Para o ministro, «num tempo particularmente difícil para todos», os cidadãos «exigem que os diversos patamares do Estado possam e devam cooperar no sentido de ultrapassar dificuldades».

«A proximidade que tem existido entre comandos policiais e autarquias locais resulta sempre em benefício das populações locais», destacou, acrescentando que «essa conjugação de esforços, esse sentido de cooperação, está a permitir, um pouco por todo o país, ultrapassar dificuldades ao nível das infraestruturas de segurança».

O diretor nacional da PSP, Luís Farinha, considerou que «o progresso de qualquer sociedade, o investimento económico e o sucesso das mais diversas políticas sociais dependem dos níveis de segurança e da efetiva salvaguarda do respeito pelos direitos fundamentais», sendo, assim, o investimento nas polícias «um investimento na defesa do equilíbrio social e na construção de um futuro melhor para Portugal».

«Uma polícia moderna, bem equipada, dotada de instalações adequadas e eficientes (...) é seguramente uma polícia mais profissional, mais eficiente e mais competente», defendeu.

A nova esquadra, que conta com 44 elementos da PSP, serve cerca de 36 mil habitantes.