O ministro da Administração Interna disse nesta sexta-feira que não houve «troca» da GNR pela Força Aérea para integrar a missão das Nações Unidas na República Centro Africana, mas reconheceu ter sido «equacionado» o envio de militares daquela força militarizada. Na véspera, fonte do MAI tinha falado em «decisão política» .

«Não houve troca nenhuma», garantiu Miguel Macedo em Guimarães, citado pela Lusa, à margem da apresentação do Parque Florestal da Penha, sobre as informações de que um pelotão da GNR que treinava há um mês para aquela missão foi substituído por um grupo de 47 militares da Força Aérea Portuguesa e um avião C-130 para fazer parte da missão militar da União Europeia na República Centro Africana.

«Os elementos da GNR dessa unidade treinam todos os dias. Como os elementos da unidade especial de polícia treinam todos os dias. E eu registo que seja uma grande preocupação para o país, mas é sinal dos tempos, o que é bom, que se esteja a discutir o não envio de elementos da GNR para a República Centro Africana», disse o ministro, defendendo que o Governo «é o único responsável e com competência» para tomar a decisão.

«Perante as várias possibilidades que tinha o Governo optou por contribuir nesse esforço através do destacamento de uma aeronave da Força Aérea, tripulação e tudo o que é necessário no desenvolvimento dessa missão», prosseguiu, admitindo que a decisão do executivo «foi transmitida à Guarda Nacional Republicana pelo ministro da Administração Interna». «Significa que equacionámos essa possibilidade acorrendo a uma solicitação das Nações Unidas», reconheceu.

Portugal é um dos 13 países que contribuem para a missão militar da União Europeia na República Centro-Africana, que deverá estar no terreno no final de maio.