As associações socioprofissionais da GNR manifestaram-se, esta sexta-feira, desiludidas com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, por não ter apresentado propostas que minimizam os cortes salariais dos militares.

Miguel Macedo esteve hoje reunido, pela segunda vez, com as associações socioprofissionais da GNR para discutirem alternativas aos cortes salariais e ao aumento do subsistema de saúde (SAD) de 2,5 para 3,5 por cento.

«Não saiu nada em concreto da reunião», disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), José Lopes, adiantando que ficou agendado um novo encontro para 17 de fevereiro.

José Lopes adiantou que uma das hipóteses para minimizar os cortes passa pelo aumento do subsídio de fardamento, mas tal não vai «minorar os cortes sentidos pelos militares».

«Isto é uma mão cheia de nada», considerou, referindo-se à expectativa que as associações da GNR tinham para a reunião de hoje.

No entanto, destacou «a preocupação do diálogo» e «boa vontade» do ministro, mas «não deslumbra uma opção que venha minimizar os cortes».

Também o presidente da Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG), José Alho, se manifestou «desiludido» com a reunião, sublinhando que as associações da GNR apresentaram propostas concretas onde se poderiam fazer cortes.

José Alho acrescentou que a proposta de aumento do subsídio de fardamento é «insuficiente» para minimizar os cortes salariais.