O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta segunda-feira no Funchal que apesar das dificuldades que Portugal tem passado nos últimos três anos as forças de segurança têm garantido a ordem e a defesa de pessoas e bens.

«Não seriam estes tempos difíceis, como aqueles que temos passado, que fariam com que Portugal não continuasse a ser um país e um destino seguro», declarou o ministro na cerimónia evocativa do 136.º aniversário do Comando Regional da Polícia de Segurança Publica na Madeira.

Miguel Macedo realçou que, «apesar de ser um pouco estranho para alguns», a criminalidade participada nos últimos três anos tem registado «uma tendência decrescente», quer a criminalidade geral, quer a criminalidade violenta e grave.

«Na Região Autónoma da Madeira, a tendência foi exatamente no mesmo sentido daquilo que acontece em termos gerais no resto do país», disse, acrescentando que a segurança de pessoas e bens «são condições essenciais para o desenvolvimento económico, para a criação de riqueza e para a criação de emprego», sobretudo em regiões turísticas como o arquipélago madeirense.

Miguel Macedo revelou que «os números que são conhecidos para os sete meses do ano de 2014 vão exatamente no mesmo sentido» o que, para o ministro, significava que, «num mar de dificuldades, de constrangimentos orçamentais e financeiros por que o país tem sido forçado a passar, não foi posta em crise, nunca, aquilo que eram as condições absolutamente essenciais para a atividade operacional das forças e serviços de segurança».

Depois se acentuar o «altíssimo sentido de missão e de espírito de entrega» das forças e serviços de segurança, Miguel Macedo concluiu que «só isso permitiu que, neste período especialmente difícil para o país, as previsões pessimistas no domínio da segurança tenham sido desmentidas».

À margem da cerimónia e confrontado com indicações do Observatório de Segurança e Terrorismo de que tinham sido detetados dez portugueses em movimentos radicais islamitas Miguel Macedo respondeu: «eu não posso, nem devo falar mais sobre isso, se me pergunta, há cidadãos portugueses envolvidos nesse tipo de situações, a única coisa que posso dizer é, há. Não vou dizer quantos, não vou dizer quem, não vou dizer onde estão».

O comandante do Comando Regional da Policia de Segurança Pública, Miguel Mendes, apelou à «reavaliação da inexistência de contrapartidas para a PSP pelas coimas da legislação rodoviária».

«Por esta especificidade e excecionalidade madeirense, ao contrário de todos os restantes comandos da PSP, não aproveitamos nada dos cerca de 24 mil autos de notícia por contraordenação que elaborámos em 2013», disse.

Miguel Mendes revelou que a criminalidade geral na região desceu 6,8 por cento e a violenta e grave desceu 2,2 por cento em 2013.

Informou ainda que a violência doméstica, em 2013, se cifrou em 1018 casos.

Miguel Mendes realçou ainda que o comando passou a ter equipas cinotécnicas para busca e deteção de explosivos, busca e salvamento e busca e deteção de estupefacientes e armas.