O ‘chef’ do restaurante L’And Vineyards, em Montemor-o-Novo, que perdeu a estrela Michelin atribuída há dois anos, admitiu que a decisão do guia foi “um murro no estômago”, mas afirma-se empenhado em criar “a melhor cozinha de sempre”.

A edição de 2016 do Guia Michelin Espanha e Portugal, apresentada na quarta-feira à noite em Santiago de Compostela, na Galiza, retirou a estrela (que corresponde à classificação de restaurante onde ‘vale a pena parar’) que atribuíra ao L’And Vineyards em 2014.

A notícia foi “um murro no estômago”, mas foi também uma forma de "abrir os olhos", reconheceu à Lusa o chefe de cozinha Miguel Laffan.

“Neste último ano procurei reinventar-me. Dediquei-me a alguns projetos em Lisboa e ausentei-me bastante do restaurante. Mas percebi onde quero estar”, disse, manifestando-se empenhado em criar novos pratos e proporcionar aos clientes “boas experiências gastronómicas”.

Laffan não traça como meta recuperar a estrela Michelin e afirma-se agora “essencialmente focado no cliente”.

“Tenho como objetivo fazer a melhor cozinha que alguma vez tive”.


Os inspetores do “guia vermelho” - considerado uma referência mundial na avaliação de restaurantes - valorizam a consistência da cozinha, a seleção dos produtos, a criatividade, o domínio do ponto de cozedura e dos sabores e a relação qualidade/preço.

Na edição de 2016 do guia para a Península Ibérica, Portugal mantém 14 estabelecimentos distinguidos.

Onze espaços têm uma estrela, sendo a novidade deste ano o restaurante Bon Bon (Carvoeiro), chefiado por Rui Silvestre, que se juntou ao Pedro Lemos (Porto), São Gabriel (Almancil), Willie's (Vilamoura), Henrique Leis (Almancil), Il Gallo d'Oro (Funchal), Casa da Calçada (Amarante), Fortaleza do Guincho (Cascais), The Yeatman (Vila Nova de Gaia), Feitoria (Lisboa) e Eleven (Lisboa).

O guia manteve duas estrelas (‘cozinha excelente, vale a pena o desvio’) a três restaurantes portugueses: Belcanto (Lisboa), Vila Joya (Albufeira) e Ocean (Porches).