Militares da GNR em missão na Grécia resgataram, no sábado, 89 migrantes que seguiam a bordo de duas embarcações semirrígidas que atravessavam o mar Egeu entre a Turquia e a ilha grega de Chios. 

O resgate ocorreu durante uma ação de patrulhamento marítimo que estava a ser realizada pela embarcação da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) e durante a qual os militares observaram as duas embarcações a atravessar o mar Egeu “com o objetivo de alcançar território europeu”, refere a GNR em comunicado, de acordo com a Lusa.

“Após a interceção, os militares rebocaram as embarcações, tendo acompanhado e posteriormente entregue os migrantes a uma embarcação grega que os transportou até ao porto de Chios”, adianta.

Segundo a Guarda Nacional Republicana, as pessoas resgatadas não apresentavam ferimentos, tendo sido entregues “em segurança” às autoridades locais.

Os militares da UCC que fizeram o resgate estão destacados desde o passado dia 1 de abril na missão da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX) na Grécia, denominada Poseidon 2016). O principal objetivo da missão da FRONTEX nas ilhas gregas de Chios e Kos, na qual participam 32 militares da GNR, é “prevenir, detetar e fazer cessar ilícitos” relacionados com a imigração ilegal, o tráfico de seres humanos e o tráfico de droga, “contribuindo para a salvaguarda de vidas humanas no mar”.

Desde o início da operação, os militares da GNR já resgataram 417 migrantes.

Polícia Marítima destacada na Grécia resgatou 37 migrantes 

A Polícia Marítima (PM) destacada na Grécia resgatou hoje de manhã 37 migrantes e refugiados que se encontravam num bote, ao largo da ilha de Lesbos, divulgou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

“Todos os migrantes e refugiados foram resgatados para o interior da embarcação “Arade”. No total foram resgatadas 37 pessoas, das quais quatro crianças, duas mulheres e 31 homens. Os migrantes e refugiados resgatados eram naturais da Síria, Nepal, Egito, Iraque e Afeganistão”, afirma o comunicado da AMN.