O Conselho Superior de Defesa Nacional deu parecer favorável, esta terça-feira, à participação de unidade naval numa nova missão no Mediterrâneo, tendo em vista contribuir para o desmantelamento de redes clandestinas de migração.

"Uma unidade naval participará numa nova missão, no âmbito da União Europeia, no Mediterrâneo, tendo em vista contribuir para o desmantelamento das redes clandestinas de migração nesta zona tão sensível do sul da Europa", lê-se numa nota informativa divulgada no final da reunião do CSDN, que decorreu ao final da tarde.

No comunicado é ainda referido que foi analisada a proposta do Governo sobre a participação de destacamentos de Forças Armadas em operações militares no exterior do território nacional, durante 2016.

"As participações a que o Conselho deu parecer favorável representam um conjunto de missões de diferentes características, em regiões na Europa, em África e no Médio Oriente, no quadro de organizações internacionais, da OTAN, da União Europeia e da ONU, ou de caráter bilateral e multilateral, constituindo, de uma maneira geral, a continuação das que têm sido desempenhadas no corrente ano, algumas com naturais adaptações dos meios e dos locais de empenhamento", acrescenta-se.

O CSDN é o órgão consultivo do Presidente da República para os temas da Defesa, reúne periodicamente, e inclui o primeiro-ministro, o vice-primeiro ministro e os titulares das pastas da Defesa, dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna, das Finanças, da Indústria e Energia e dos Transportes e Comunicações.

É composto ainda pelos quatro chefes militares das Forças Armadas, os representantes da República para as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, os presidentes dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, o presidente da Comissão Parlamentar de Defesa e outros dois deputados da Assembleia da República.

Na reunião de hoje não estiveram presentes, entre outros, o ainda vice-primeiro-ministro em funções, Paulo Portas, a ministra das Finanças e os presidentes dos Governos regionais da Madeira e dos Açores.

Questionado à saída se aproveitou o encontro para se "despedir" do Presidente da República, ainda primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho respondeu que "não" e disse que se deslocou ao Palácio de Belém apenas para participar no CSDN.