Por: Redacção / TG | 19- 7- 2009 17: 8
A família do casal de idosos, atropelado pelo Metro Sul do Tejo (MST), no dia 8 de Julho, encontra-se a preparar um processo
judicial contra a Metro Transportes do Sul (MTS), empresa que vai entregar às autoridades, na segunda-feira, o relatório interno
sobre o atropelamento.
Um morto e um ferido grave foi o resultado do acidente ocorrido no dia 8 deste mês. Ambos
foram colhidos por uma carruagem do Metro Sul do Tejo (MST), que se deslocava no sentido Almada/Corroios. Trata-se de um casal
de idosos, tendo o homem falecido e a mulher, de 75 anos, encontra-se ainda em estado considerado crítico.
Família
não pode pagar as despesas
A idosa foi transferida na passada quinta-feira dos cuidados intensivos do Hospital
Garcia de Orta, em Almada, para o Hospital Pulido Valente, em Lisboa, onde na segunda-feira será submetida a uma cirurgia
torácica.
Fernando Marques, irmão da idosa, residente em Vale de Milhaços, concelho do Seixal, afirma que a família
«de maneira alguma» pode pagar as despesas médicas e critica o silêncio da empresa, que, 11 dias depois do acidente, não fez
ainda qualquer contacto com os familiares.
«Vamos levar as coisas até às últimas consequências para saber de quem
é a culpa. A Câmara remete as culpas para o Governo e para as empresas. Agora falta saber o que é que a empresa vai fazer.
Neste momento, não sabemos nada de nada. Não houve uma palavra sequer da empresa», contou.
Fernando Marques vai exigir
uma indemnização, além do pagamento das despesas médicas, afirmando que a falta de condições de segurança no local do acidente
era conhecida pela empresa.
Relatório será entregue no início da semana
O advogado da família já
pediu à empresa o relatório instaurado pela empresa para apurar as circunstâncias do acidente.
De acordo com a Metro
Transportes do Sul (MTS) o relatório está concluído e será entregue no início da semana «a todas as autoridades competentes
na área dos transportes», nomeadamente o Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) e Ministério das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações, segundo informação da Lusa.
«Veremos o que fazer [em relação à família das vítimas] em
função desse relatório e do que as autoridades indicarem», adiantou a mesma fonte.
PSP já tinha alertado para
a falta de segurança no local
A Câmara Municipal do Seixal, logo após ao acidente, afirmou haver «total descoordenação»
entre MTS, Transportes Sul do Tejo (TST), Estradas de Portugal (EP) e IMTT, o que faz com que «ninguém se considere responsável
pela falta de segurança nas duas paragens de transportes públicos».
A insegurança no local já tinha sido evidenciada
pela PSP do Seixal, que chamou a atenção para a inexistência de passadeiras naquela zona, bem como para o perigo de não existir
qualquer divisão entre os carris do metro e a zona pedonal.
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