Por: Catarina Pereira | 31- 1- 2012 13: 52
O Metro de Lisboa recusou uma publicidade da rede social Manhunt, que agrega cerca de 60 mil utilizadores portugueses homossexuais,
por considerar que podia «ferir susceptibilidades», conforme avança o «P3».
Nas imagens que chegaram a ser aprovadas
pela Multimedia Outdoors Portugal, a empresa que gere a publicidade no metro, pode ver-se dois homens semi-nus a simularem
um beijo e dois homens vestidos e abraçados.
«A primeira ainda acredito que teria sido chocante para a maioria dos
utilizadores do metro, mas como podem alegar que há um teor sexual explícito na segunda? Quando olhamos, por exemplo, para
a publicidade de lingerie feminina, só falta as meninas terem a alma de fora...», aponta Iúri Vilar, responsável em Portugal
pela Manhunt, em declarações ao tvi24.pt.
Acusando a Metro de Lisboa de «discriminação ao mais alto nível»,
Iúri Vilar garante que os advogados da Manhunt estão a avaliar a hipótese de «avançar com um processo judicial».
«Ainda
há um lobby em Portugal. As empresas não de importam de vender sexo, mas só se for heterossexual», lamenta.
O objectivo
da Manhunt era colocar 15 cartazes MUPI (Mobiliário Urbano Para Informação) «na zona gay» de Lisboa, entre as estações da
Baixa, do Bairro Alto e do Saldanha.
«Os transportes públicos foram uma solução que encontrámos a um bom preço.
Era a primeira vez que tentávamos massificar a nossa publicidade e lá fora, nos EUA e no Brasil, por exemplo, nunca tivemos
qualquer tipo de problema», disse.
Após a «nega» do Metro de Lisboa, a rede social gay tem recebido, no entanto,
outras propostas. «O metro fechou-nos as portas, mas vão abrir-se janelas. Há empresas interessadas em aproveitar a boleia
do mediatismo», concluiu.
A Manhunt existe há cerca de dez anos nos EUA e tem seis milhões de utilizadores a nível
mundial. O seu principal objectivo é possibilitar o contacto entre homens gays, mas também desenvolve outras actividades,
como informações sobre HIV ou ofertas de preservativos.
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