O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou cinco distritos de Portugal continental sob 'Aviso 'Amarelo', devido à “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.

Este aviso meteorológico entrou em vigor às 00:44 e é válido até às 21:00 de hoje, nos distritos de Leiria, Coimbra, Aveiro, Vila Real e Bragança.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral oeste a sul do Cabo Carvoeiro até meio da manhã e tornando-se muito nublado no litoral oeste a partir do fim da tarde e aumento temporário de nebulosidade durante a tarde nas regiões do interior Norte, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada.

A previsão aponta ainda para vento em geral fraco do quadrante leste, soprando moderado no Algarve até ao início da tarde e nas terras altas, rodando para o quadrante oeste a partir do início da tarde, neblina matinal em alguns locais do litoral Centro e Sul e descida da temperatura máxima no litoral das regiões Norte e Centro e na região Sul.

Para a Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul da ilha, possibilidade de ocorrência de aguaceiros nas vertentes norte e terras altas e vento fraco a moderado de norte.

Nos Açores prevê-se períodos de céu muito nublado com abertas, aguaceiros fracos na madrugada e início da manhã e vento noroeste fraco a bonançoso.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 18 e 30 graus Celsius, no Porto entre 16 e 29, em Vila Real entre 18 e 34, em Viseu entre 16 e 32, em Bragança entre 16 e 34, em Coimbra entre 17 e 33, na Guarda entre 19 e 30, em Castelo Branco entre 19 e 35, em Santarém entre 17 e 36, em Portalegre entre 19 e 25, em Évora entre 17 e 36, em Beja entre 19 e 34, em Faro entre 19 e 34, no Funchal entre 20 e 25, em Ponta Delgada e na Horta entre 18 e 24 e em Santa Cruz das Flores entre 18 e 22.

 

Sete regiões do país em risco 'extremo' de exposição aos UV

Sete regiões do continente apresentam risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta (UV), enquanto o resto do país está com níveis ‘muito elevados’, ainda de acordo com o IPMA.

Em risco ‘extremo’ estão as regiões de Beja, Bragança, Évora, Guarda, Penhas Douradas, Portalegre e Funchal (Madeira).

Para estas regiões, o IPMA recomenda que se evite o mais possível a exposição ao sol.

As regiões de Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Aveiro, Beja, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Porto Santo (Madeira) e Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores), Angra do Heroísmo (Terceira) e Santa Cruz das Flores (ilha das Flores) e Horta (Faial) estão com níveis ‘muito elevados’.

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

 

Mais de 50 concelhos em risco 'máximo' de incêndio

Mais de 50 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro e Bragança estão em risco ‘máximo’ de incêndio.

O IPMA colocou também em risco ‘muito elevado’ e 'elevado' de incêndio vários concelhos dos 18 distritos de Portugal continental.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre ‘Reduzido’ e ‘Máximo’. O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

A ANPC alertou na segunda-feira para a continuação de condições favoráveis à “eventual ocorrência e propagação de incêndios florestais”, devido ao tempo quente e seco e ao vento moderado.

"Apesar de estar prevista uma diminuição da temperatura máxima na faixa costeira da ordem dos quatro a oito graus Celsius”, a Proteção Civil refere que se mantém o perigo de incêndios florestais.